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Não restrinja o cardápio: dietas são comprovadamente fadadas ao fracasso

Não restrinja o cardápio: dietas são comprovadamente fadadas ao fracasso

Antes que os nutricionistas me atirem pedras por esse título, vamos às estatísticas!


Não sou eu que digo, são os números. E é bom deixar claro que ao dizer “fazer deita” me refiro a começar um plano alimentar que promove redução (muitas vezes drásticas) de calorias e seguir aquela lista interminável de alimentos proibidos e venenosos.

Papo que está até meio batido…Já que não existe nenhum alimento tão venenoso que tenha que ser extinto para sempre. Só esse pensamento de proibição já gera um sentimento de ansiedade em muita gente, uma culpa e uma péssima relação com a comida. Vale lembrar que nem toda dieta começa com um transtorno alimentar, mas todo transtorno alimentar tem início com dietas e restrições severas.

Quero propor um momento de reflexão: Por que focar na lista do que não podemos comer de jeito nenhum? Que tal focar na lista do que devemos dar prioridade? E entender que se derrapar e comer de vez em quando aquilo que -sim, tem muita caloria, muita gordura saturada, muito açúcar ou sal- se consumido em excesso faz mal, não precisa se punir.

O principal objetivo deve ser desenvolver um paladar diferente e aprender a saborear comidas mais frescas e naturais, com menos aditivos de sabor, temperos, sal e açúcar em excesso. É aquele velho lance de achar o equilíbrio em tudo na vida, principalmente na alimentação Já notou que se alguém fala pra você “não come isso que faz muito mal”, a vontade de comer “aquilo” só aumenta?

Cada vez mais as pessoas buscam emagrecer ou ter uma vida mais saudável confiando na restrição alimentar. De fato, as pesquisas mostram que nos últimos dez anos o brasileiro melhorou a qualidade da sua alimentação, consumindo mais frutas, mais legumes e contando com uma certa redução no consumo de sal e açúcar -ainda que o sal não saia da mesa na hora das refeições. Até a quantidade de preparações excessivamente gordurosas teve redução.

Apesar das boas notícias, de 2006 a 2016, a obesidade no Brasil cresceu mais do que em qualquer outro pais do mundo. Tivemos um aumento de 60% no número de pessoa obesas.

Na tentativa de entender esses dados que, aparentemente, se opõem, volto aos números: cerca de 70% dos brasileiros que tentam fazer dieta, apenas 40% associam com atividade física. E aí, repito o que eu sempre digo, o sedentarismo, a inatividade física é que estão corroborando com esses números assustadores da obesidade.

Fazer dieta, com restrição calórica e sem atividade física associada, significa jogar o metabolismo lá no chão. O corpo que consome menos calorias, gasta menos e fica mais econômico. Assim, o metabolismo basal cai. Além disso, junto com a gordura você pode perder massa magra, o que provoca ainda mais a queda do ritmo metabólico, a força e a auto-suficiência para realizar tarefas básicas com o avanço da idade.

O que eu quis dizer com tudo isso? Chega de pensar “isso não posso comer, aquilo também não”. Vamos falar mais sim, sim à atividade física, sim a melhores escolhas na alimentação, sim às derrapadas, sim ao prazer para comer, sim à liberdade!

Até!


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